NOVOS JOGOS 2021

 

Na terra do “Se”


Se quem luta por um mundo melhor soubesse que toda revolução começa por revolucionar antes a si próprio.

Se aqueles que vivem intoxicando sua família e seus amigos com reclamações fechassem um pouco a boca e abrissem suas cabeças, reconhecendo que são responsáveis por tudo o que lhes acontece.

Se as diferenças fossem aceitas naturalmente e só nos defendêssemos contra quem nos faz mal.

Se todas as religiões fossem fiéis a seus preceitos, enaltecendo apenas o amor e a paz, sem se envolver com as escolhas particulares de devotos.

Se a gente percebesse que tudo o que é feito em nome do amor ( e isso não inclui o ciúme e a posse) tem 100% de chance de gerar boas reações e resultados positivos.

Se as pessoas fossem seguras o suficiente para tolerar opiniões contrárias às suas sem precisar agredir e despejar sua raiva.

Se fossemos mais divertidos para nos vestir e mobiliar nossa casa, e menos reféns de convencionalismo.

Se não tivéssemos tanto medo da solidão e não fizéssemos tanta besteira para evitá-la.

Se todos lessem bons livros.

Se as pessoas soubessem que quase sempre vale mais a pena gastar dinheiro com coisas que não vão para dentro do armários, como viagens, filmes e festas para celebrar a vida.

Se valorizássemos o cachorro-quente tanto quanto o caviar.

Se mudássemos o foco e concluíssemos que a infelicidade não existe, o que existe são apenas momentos infelizes.

Se percebêssemos a diferença entre ter uma vida sensacional e uma vida sensacionalista.

Se acreditássemos que uma pessoa é sempre mais valiosa do que uma instituição: é a instituição que deve servir a ela, e não o contrário.

Se quem não tem bom humor reconhecesse sua falta e fizesse dessa busca a mais importante da sua vida.

Se as pessoas não se manifestassem agressivamente contra tudo só para tentar provar que são inteligentes.

Se em vez de lutar para não envelhecer, lutássemos para não emburrecer.

Se.

(Martha Medeiros)




A JABUTICABEIRA


Um jovem se aproximou de um senhor idoso e perguntou:

- Que planta é esta que o senhor está cuidando?

- É uma jabuticabeira - respondeu o velho.

- E ela demora quanto tempo para dar frutos?

- Ah, pelo menos uns quinze anos - informou o homem.

- E o senhor espera viver tanto tempo assim? – indagou irônico, o rapaz.

- Não, não creio que viva tudo isso, pois já estou no fim da minha jornada, disse o ancião.

- Então, que vantagem você leva com isso, meu velho?

E o velhinho respondeu calmamente:

- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você...

Que seria de nós, se não plantássemos hoje a semente que servirá de alimento amanhã?

Não podemos estar voltados somente para nós mesmos. Temos que pensar, também, nas gerações que estão por vir.

Temos que dar nossa colaboração. Muitas medidas tomadas hoje repercutirão no futuro.

Tomara que você sinta orgulho de poder fazer, de alguma forma, parte dele e ter dado a sua contribuição.





O ABACAXI


Álvaro trabalhava em uma empresa. Funcionário sério, dedicado,

cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo está com seus 20 anos

de casa.


Um belo dia, ele vai ao dono da empresa para fazer uma reclamação:


-Meu patrão, tenho trabalhado durante esses 20 anos em sua empresa

com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado.


O Luiz,

que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu.

O patrão, fingindo não ouvi-lo, disse:


-Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá fazê-lo. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso

pessoal após o almoço de hoje.


Ali na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

Álvaro, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão.

Em cinco minutos estava de volta.

-E aí, Álvaro? - perguntou o patrão.

-Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.

-E quanto custa?

-Isso eu não perguntei, não.

-Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários do escritório? - quis saber o patrão.

-Também não perguntei isso, não.

-Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?

-Não sei não...

-Muito bem, Álvaro. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um

pouco.


O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Luiz. Deu a ele a mesma

orientação que dera o Álvaro. Em oito minutos, o Luiz voltou.


-E então, Luiz? - indagou o patrão.

-Eles têm abacaxi sim. Em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal.

E se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão.


O abacaxi, estão vendendo a R$ 1,50 cada; a banana e o mamão

a R$ 1,00 o quilo; o melão a R$ 1,20 a unidade, e a laranja a R$ 20,00 o cento, já descascada.


Mas como eu disse que a compra seria

em grande quantidade, eles me concederam um desconto de 15%.

Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo, explicou o Luiz.


Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o. Voltou-se para

o Álvaro, que permaneceu sentado ao seu lado, e perguntou-lhe:


-Álvaro, o que foi que você estava mesmo me

dizendo?

-Nada sério não, patrão. Esqueça. Com a sua licença.


E o Álvaro deixou a sala.





Memórias de um Rei:




Eis que ainda lembro-me de teus verdes campos onde o vento mais parecia escovar tua relva; teu crepúsculo era ainda mais lindo que uma gravura divina e teu amanhecer, como o próprio paraíso.

Ainda lembro-me de teus vales e córregos e o florescer de tuas primaveras; teus rios eram a essência de teus cidadãos e tuas matas, o saciar de nossa fome.

Lembro-me de ventos, chuvas e estrelas que tantas vezes foram os berços que acalentaram minhas noites; tuas águas, tuas montanhas, tua vida.

Minha querida Camelot!

Os medos que existiam em mim eram desfeitos quando em ti pensava; minhas glórias e meus feitos tinham a ti como objetivo.

Jamais duvidei de ti e todas as honras vos eram dedicadas; meu paraíso e meus tesouros certamente encontram-se em teus domínios.

Pode haver mais beleza e magia em algum outro lugar?

Não minha doce Avalon!

Vós que me enfeitiçais com encantos de ternura e compaixão e que em beijos, saciaram minha sede; vós que espalhaste amor por todo meu reino e que com sabedoria deixaste em mim a marca de vosso ser sabeis: nunca haverá em meu coração outra senão vós. Jamais tornarei a amar alguém com tanta intensidade e minha alma estará eternamente selada a vossa.

Mesmo que as nuvens caiam e que se torne negro o sol, o meu amor não diminuirá minha amada Morgana.

Porém sei também odiar e que os céus me ouçam! Vós que manchastes de negro meu reino e de minhas terras afastastes a paz, rezai.

De trevas e perversão tingistes meu povo e de calúnias e engodos construístes um império. Não terás de mim nenhuma compaixão nem piedade.

Pode haver escuridão e névoa em vosso redor, mas ainda assim vos digo: temei vilão, pois minha ira só será aplacada após vossa destruição.

Esperai por mim odioso Modred!

Amigos são como o vento que não sabemos de onde vem ou para onde vão. Por toda a minha vida esperei por um irmão e eis que, diante de mim, como uma labareda flamejante tu apareceste. Nenhum ser, mortal ou divindade teve por mim maior afeto.

Vossa espada e vosso escudo defenderam meu reino como a águia defende seu ninho; vosso cajado se ergueu para proteger camelot e, por isso meu irmão, eu o saúdo.

Agora que o ar se esvai de meu peito e minha alma se afasta de meu corpo, posso apenas me despedir de ti:

Adeus meu amigo! Adeus Lancelot!

FIM





Mude.


Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira.

Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, troque o caminho, ande calmamente por outras ruas, observando com atenção os lugares por onde passa.

Tome outro ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas; dê os sapatos velhos, e procure andar descalço alguns – nem que seja em casa.

Tire uma tarde inteira para passear livremente, ouvir o canto dos passarinhos ou o ruído dos carros.

Abra e feche as gavetas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama. Em seguida, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de TV, leia outros livros, viva outros romances – nem que seja em sua imaginação.

Durma mais tarde. Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia.

Coma um pouco menos, coma um pouco mais, coma diferente, escolha outros temperos, novas cores, coisas que você nunca ousou experimentar.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo, jante mais tarde, ou vice-versa.

Tente o novo todo dia: o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, a nova posição.

Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental.

Tome banho em vários horários.

Use caneta de outras cores.

Vá passear em outros lugares.

Ame cada vez mais, de modos diferentes. Mesmo achando que a outra pessoa pode ficar assustada, sugira o que sempre sonhou fazer, na hora do sexo.

Troque de bolsa, de carteira, de malas, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.

Mude. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais parecido com o que você espera da vida, mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as: seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.


Só o que está morto não muda, e você está vivo.





Na próxima vez em que parecer que "se levantou com o pé esquerdo", seus filhos demorando para se vestir, não lembrar onde deixou as chaves do carro, pegar todos os semáforos fechados no caminho do trabalho, não fique triste, não se irrite, não se sinta frustrado, louve a Deus, e agradeça, porque Ele está cuidando de você.


Logo após o 11 de setembro eu conversava com alguém que é chefe de segurança de uma empresa que tinha convidado os sobrevivente das empresas que foram dizimadas com o ataque ao World Tower Center para compartilharem seus escritórios. Com sua voz respeitosa ele me contou histórias destes sobreviventes e todas continham pequenos detalhes.



Como você deve saber, o chefe de uma empresa chegou tarde, simplesmente, porque aquele dia era o primeiro em que seu filho foi ao jardim da infância.

Um outro estava vivo porque era seu dia de trazer rosquinhas.


Uma mulher atrasou-se porque o despertador não funcionou. Outra porque ficou presa num congestionamento causado por um acidente. Um outro havia perdido o ônibus. Uma mulher teve que trocar de roupa porque derramou café em seu vestido.

Um outro teve dificuldade em fazer pegar o motor do carro. Alguém teve que atender a uma ligação.


O filho de outro demorou-se para sair da cama.

Alguém não encontrava um táxi.

Muitas outras histórias... pequenos detalhes... contratempos... talvez, algum dia, sejam escritas num livro.


Aquele homem com quem eu conversava, estava vivo porque tinha vestido sapatos novos que lhe causaram uma bolha no pé e teve que parar numa farmácia para comprar atadura.


Hoje, quando pego um congestionamento de trânsito, perco um elevador, atendo uma ligação no momento de uma saída... pequenas coisas que me aborreciam, penso comigo... estou exatamente onde Deus quer que eu esteja neste momento.


Que Deus continue a abençoar você com todos estes pequenos aborrecimentos que o faça lembrar de seus propósitos.


Nem sempre compreendemos os desígnios de Deus. Acredito que Ele queira sempre o melhor para nós, o difícil é ler suas entrelinhas..


Autor desconhecido





NADA ACONTECE POR ACASO!



"...O maior erro do ser humano, é tentar tirar da cabeça aquilo que não sai do coração..."

Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome. Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta.

Em vez de comida, pediu um copo de água. Ela pensou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite. Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou:

- Quanto lhe devo?

- Não me deves nada - respondeu ela. E continuou:

- Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa.

Ele disse:

- Pois te agradeço de todo coração.

Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte. Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.

Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade. Chamaram o Dr.Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos.

Imediatamente, vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente. Reconheceu imediatamente aquela mulher. Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar atenção especial àquela paciente.

Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha.

O Dr. Kelly pediu a administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos para aprová-la. Ele a conferiu, depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente.

Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos. Mas finalmente abriu a fatura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte: "Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite ass.: Dr.Howard Kelly." Lágrimas de alegria correram dos olhos da mulher e seu coração feliz rezou assim: "Graças meu Deus porque teu amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos."

Bom agora você tem duas opções: pode enviar esta mensagem e compartilhá-la com seus amigos ou pode ignorá-la e dizer que nada tocou o seu coração. Pois bem... esta mensagem tocou meu coração e por isso estou compartilhando-a com vocês

"Na vida nada acontece por acaso. O que você faz hoje, pode fazer a diferença em sua vida amanhã."




Pense nisso!





O anel





Houve certa vez um rei sábio e bom que já se encontrava no fim da vida.

Um dia, pressentindo a iminência da morte, chamou seu único filho, que o sucederia no trono, e do dedo tirou um anel.

– Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há

uma inscrição. Quando viveres situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que há nele.

O rei morreu e o filho passou a reinar em seu lugar, sempre usando o anel que o pai lhe deixara.

Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho que desencadearam uma terrível guerra.

À frente do seu exército, o jovem rei partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, vendo os companheiros lutarem e morrerem bravamente, num cenário de intensa dor e tristeza, mortos e feridos agonizantes, o rei lembrou-se do anel. Tirou-o e nele leu a inscrição:


ISTO TAMBÉM PASSARÁ


E ele continuou sua luta. Venceu batalhas, perdeu outras tantas, e no fim saiu vitorioso.

Retornou então ao seu reino e, coberto de glória, entrou em triunfo na cidade. O povo o aclamava.

Nesse momento de êxito, ele se lembrou de novo de seu velho e sábio pai. Tirou o anel e leu:


ISTO TAMBÉM PASSARÁ





O ANALFABETO POLÍTICO


O pior analfabeto é o

analfabeto político. Ele não ouve,

não fala, nem participa dos

acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,

o preço do feijão, do peixe,

da farinha. do aluguel,

do sapato, e do remédio,

dependem das decisões políticas.

O analfabeto político

é tão burro que se orgulha e

estufa o peito dizendo

que odeia a política.

Não sabe o imbecil que

da sua ignorância política

nasce a prostituta,

o menor abandonado,

e o pior de todos os bandidos

que é o político vigarista,

pilantra, o corrupto

e lacaio dos exploradores do povo.

Bertold Bretch





O CASO DO ESPELHO



Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata.

Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos: – Mas o que é que esse retrato de meu pai está fazendo aqui?

– Isso é um espelho – explicou o dono da loja.

– Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.

Os olhos do homem ficaram molhados.

– O senhor. . . conheceu o meu pai? – perguntou ele ao comerciante.

– O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era somente um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.

– É não! – Respondeu o outro. – Isso é o retrato de meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?

– O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho.

Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira.

A mulher ficou só olhando.

No outro dia, esperou o marido sair para trabalhar e correu para o quarto. Abrindo a gaveta da penteadeira, desembrulhou o espelho, olhou e deu um passo atrás. Fez o sinal da cruz tapando a boca com as mãos. Em seguida, guardou o espelho, olhou e deu um passo atrás. Fez o sinal da cruz tapando a boca com as mãos. Em seguida, guardou o espelho na gaveta e saiu chorando.

– Ah, meu Deus! – gritava ela desnorteada. – É o retrato de outra mulher! Meu marido não gosta mais de mim!





"O Poder da Mente"




Um cientista queria provar essa teoria. Precisava de um voluntário que chegasse às últimas conseqüências. Conseguiu um em uma penitenciária. Era um condenado à morte que seria executado na cadeira elétrica.

Propôs a ele o seguinte: Ele participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a última gota. Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele seria libertado, caso contrário, ele iria falecer pela perda

do sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor.

O condenado aceitou, pois isso era preferível a morrer na cadeira elétrica e ainda teria uma chance de sobreviver.

O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospitais e amarraram o seu corpo para que não se movesse. Fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do pulso, foi colocada uma pequena vasilha de alumínio. Foi dito a ele que ouviria o gotejar de seu sangue na vasilha. O corte foi superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para ele sentir que seu pulso fora cortado. Sem que ele soubesse, debaixo da cama tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que estava caindo na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro do frasco que gotejava. De 10 em 10 minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o gotejamento

diminuía.

O condenado acreditava que era seu sangue que estava diminuindo. Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando cada vez mais pálido. Quando o cientista fechou por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue. O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao pé-da-letra, tudo que lhe é enviado e aceito pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que sua ação envolve todo o organismo, quer seja na parte orgânica ou psíquica. Essa história é um pouco triste, mas é um alerta para filtrarmos o que enviamos para nossa mente, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e cumpre o que lhe é

enviado.



"Quem pensa em fracassar, já fracassou mesmo antes de tentar".





O sapo e a água quente



Vários estudos biológicos demonstram que um sapo colocado num recipiente com a mesma água de sua lagoa fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, mesmo que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento de temperatura (mudanças de ambiente) e morre quando a água ferve.



Inchado e feliz



Por outro lado, outro sapo que seja jogado nesse recipiente com a água já fervendo salta imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo!

Às vezes, somos sapos fervidos. Não percebemos as mudanças. Achamos que está tudo muito bom, ou que o que está mal vai passar – e só questão de tempo. Estamos prestes a morrer, mas ficamos boiando, estáveis e apáticos, na água que se aquece a cada minuto. Acabamos morrendo inchadinhos e felizes, sem termos percebido as mudanças à nossa volta.

Sapos fervidos não percebem que além de ser eficientes (fazer certo as coisas) precisam ser eficazes (fazer as coisas certas). E, para que isso aconteça, há a necessidade de um contínuo crescimento, com espaço para o diálogo, para a comunicação clara, para dividir e planejar, para uma relação adulta. O desafio ainda maior está na humildade em atuar respeitando o pensamento do próximo.

Há sapos fervidos que ainda acreditam que o fundamental é a obediência, e não a competência: manda quem pode, e obedece quem tem juízo. E, nisso tudo, onde está a vida de verdade? É melhor sair meio chamuscado de uma situação, mas vivos e prontos para agir.





Pegadas na Areia



Uma noite eu tive um sonho.

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do Céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; um era meu e outro do Senhor.


Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.


Notei também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso entristeceu-me deveras, perguntei então ao Senhor:


“- Senhor, Tu me dissestes que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo, todo o caminho, mas notei que durante as maiores atribulações do meu viver havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par de pegadas. Não compreendo porque nas horas que mais necessitava de Ti, Tu me deixastes.”


O Senhor me respondeu:


“- Meu precioso filho. Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento.


Quando vistes na areia, apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu, nos braços... Te carreguei.”





Quando me amei de verdade...



Quando me amei de verdade, pude compreender que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então, pude relaxar.

Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é sinal de que estou indo contra a minha verdade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesmo.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável.

Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse para baixo.

Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas, hoje eu sei que é amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos.

Hoje, faço o que acho certo e no meu próprio ritmo.

Como isso é bom!

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantêm no presente, que é onde a vida acontece.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar.

Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa \aliada.




Resposta de Jesus quando oramos o Pai Nosso




Filho meu, que estás na Terra, preocupado, confundido, desorientado, solitário, triste, angustiado... Eu conheço perfeitamente teu nome, e o pronuncio abençoando-te porque te amo.


Não... Não estás sozinho, porque eu habito em ti; juntos construiremos este Reino, do qual serás meu herdeiro. Desejo que sempre faças minha vontade, porque minha vontade é que sejas feliz.


Deves saber que contas sempre comigo porque nunca te abandonarei e que terás o pão para hoje. Não te preocupes. Só te peço que sempre o compartilhes com teu próximo... com teus irmãos.


Deves saber que sempre perdôo todas as tuas ofensas, antes inclusive, de que as cometas, ainda sabendo que as farás, por isso te peço que faças o mesmo com os que te ofendem.


Desejo que nunca caias em tentação, por isso segure bem forte a minha mão e sempre confie em mim e eu te libertarei do mal!


Recorde e nunca te esqueças que TE AMO desde o início de teus dias, e te amarei até o fim dos mesmos...


EU TE AMAREI SEMPRE PORQUE SOU TEU PAI!


Que minha benção fique contigo e que meu eterno Amor e Paz te cubram sempre porque no mundo não poderá obtê-las como eu somente as dou porque...


EU SOU O AMOR E A PAZ!


GRAÇAS PAI!






A implosão da mentira

Affonso Romano de Sant'Anna


Fragmento 1


Mentiram-me. Mentiram-me ontem

e hoje mentem novamente. Mentem

de corpo e alma, completamente.

E mentem de maneira tão pungente

que acho que mentem sinceramente.


Mentem, sobretudo, impune/mente.

Não mentem tristes. Alegremente

mentem. Mentem tão nacional/mente

que acham que mentindo história afora

vão enganar a morte eterna/mente.


Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases

falam. E desfilam de tal modo nuas

que mesmo um cego pode ver

a verdade em trapos pelas ruas.


Sei que a verdade é difícil

e para alguns é cara e escura.

Mas não se chega à verdade

pela mentira, nem à democracia

pela ditadura.


Fragmento 2


Evidente/mente a crer

nos que me mentem

uma flor nasceu em Hiroshima

e em Auschwitz havia um circo

permanente.


Mentem. Mentem caricatural-

mente.

Mentem como a careca

mente ao pente,

mentem como a dentadura

mente ao dente,

mentem como a carroça

à besta em frente,

mentem como a doença

ao doente,

mentem clara/mente

como o espelho transparente.

Mentem deslavadamente,

como nenhuma lavadeira mente

ao ver a nódoa sobre o linho. Mentem

com a cara limpa e nas mãos

o sangue quente. Mentem

ardente/mente como um doente

em seus instantes de febre.Mentem

fabulosa/mente como o caçador que quer passar

gato por lebre.E nessa trilha de mentiras

a caça é que caça o caçador

com a armadilha.

E assim cada qual

mente industrial?mente,

mente partidária?mente,

mente incivil?mente,

mente tropical?mente,

mente incontinente?mente,

mente hereditária?mente,

mente, mente, mente.

E de tanto mentir tão brava/mente

constroem um país

de mentira

—diária/mente.


Fragmento 3


Mentem no passado. E no presente

passam a mentira a limpo. E no futuro

mentem novamente.

Mentem fazendo o sol girar

em torno à terra medieval/mente.

Por isto, desta vez, não é Galileu

quem mente.

mas o tribunal que o julga

herege/mente.

Mentem como se Colombo partindo

do Ocidente para o Oriente

pudesse descobrir de mentira

um continente.


Mentem desde Cabral, em calmaria,

viajando pelo avesso, iludindo a corrente

em curso, transformando a história do país

num acidente de percurso.


Fragmento 4


Tanta mentira assim industriada

me faz partir para o deserto

penitente/mente, ou me exilar

com Mozart musical/mente em harpas

e oboés, como um solista vegetal

que absorve a vida indiferente.


Penso nos animais que nunca mentem.

mesmo se têm um caçador à sua frente.

Penso nos pássaros

cuja verdade do canto nos toca

matinalmente.

Penso nas flores

cuja verdade das cores escorre no mel

silvestremente.


Penso no sol que morre diariamente

jorrando luz, embora

tenha a noite pela frente.


Fragmento 5


Página branca onde escrevo. Único espaço

de verdade que me resta. Onde transcrevo

o arroubo, a esperança, e onde tarde

ou cedo deposito meu espanto e medo.

Para tanta mentira só mesmo um poema

explosivo-conotativo

onde o advérbio e o adjetivo não mentem

ao substantivo

e a rima rebenta a frase

numa explosão da verdade.


E a mentira repulsiva

se não explode pra fora

pra dentro explode

implosiva.





Este poema, que foi enviado ao Releituras pelo autor, foi publicado em diversos jornais em 1980. Apesar do tempo decorrido, face aos acontecimentos políticos que vimos assistindo nesses últimos tempos, ele permanece atualíssimo.


Segundo Affonso Romano de Sant'Anna, foi publicado também em várias antologias, como "A Poesia Possível", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1987, "mas os leitores a toda hora pendem cópias", afirma o poeta.

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